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Fevereiro/2015 - Toni Sando

O mundo mudou e a criatividade é a diferença

Cidades criativas recebem mais eventos. Essa afirmação é tão assertiva quanto a lógica que a explica: um dos principais requisitos para uma cidade ser considerada criativa é a sua capacidade de proporcionar um ambiente de encontro e diálogo, que estimule as conexões e diversidade, onde as ideias tenham espaço para crescer. E os eventos são uma grande forma de proporcionar esse ambiente.

Um destino criativo é único, pois a sua essência de atração de visitantes vai além da infraestrutura, se encontrando justamente no talento de seus moradores, na forma de encontrar soluções, de superar problemas e conhecer a si mesmo, sabendo que sua cultura é única e que ela só poderá ser encontrada lá. Valorizar a criatividade é desenvolver unicidade.

A economia criativa, também baseada no conceito que sustenta a cidade criativa, se apoia da valorização do conjunto de atividades relacionadas à criatividade, como publicidade, moda, design, gastronomia, arquitetura... Assim, em uma troca mútua, um evento pode se aproveitar das particularidades do destino, ao passo que o destino também se aproveita do evento, para movimentar toda a cadeia produtiva do turismo, eventos e viagens, além de ser um catalisador do comércio local, de atividades culturais e vida noturna. A sustentabilidade econômica, que supera a data de realização de um evento, é verdadeira para ambos lados.

Nos anos 1990 e 2000, devido ao grande avanço dos meios de comunicação, a globalização se tornou protagonista no mundo, principalmente no intercâmbio de culturas e costumes. Hoje, com a tecnologia e comunicação ainda mais avançadas, a identidade de cada destino se torna prioridade para o turismo: a culinária local, festas típicas, arquitetura histórica, encontros, costumes, ideias, pessoas... E a cidade, incluindo no âmbito governamental, precisa entender sua capacidade turística e, por consequência, ser acolhedora com seus visitantes. A competitividade será resultado do quanto os agentes, sejam eles públicos ou privados, estejam conscientes deste potencial.

São Paulo transpira cultura e criatividade e, em breve, completará 100 anos da Semana de Arte Moderna de 22, cujos encontros de grandes figuras e mentes pensantes mostraram ao país ideias que mudaram definitivamente o caminho da arte brasileira. Ser uma cidade criativa é deixar seguir o fluxo natural da personalidade do destino, estimulando a diversidade, o consumo e produção cultural.

A capital paulista, líder em turismo de negócios da América Latina, tem como aliada a efervescência de ideias e uma completa agenda cultural e de eventos aos seus visitantes, que, em evolução contínua, têm aumentado o tempo de estadia na cidade. Os pólos de atração de encontros, como parques, praças, espaços de evento, bibliotecas, centros culturais, centros de convenções, cafés e restaurantes têm papel-chave nesse processo.

Falar de cidades criativas é falar como as atividades culturais, a tecnologia e as novas mídias potencializam umas às outras, com inovações, sejam sociais, culturais ou ambientais; conexões, de pessoas, geográficas, públicas ou privadas; e cultura, base para a unidade do destino. Esses três fatores devem ser os alicerces para uma economia sustentável ao destino, que inclui a captação de eventos e a experiência gerada aos visitantes.

Uma cidade criativa é aquela que interage com o visitante, seja qual for o motivo de sua viagem, nas reuniões, nas viagens de incentivo, nos congressos e nas feiras, onde os habitantes reconhecem a sua importância e o acolhe bem, onde os empresários, por meio de suas entidades constituídas, exerçam o papel de mobilização para construir essa atmosfera.

O mundo mudou e a criatividade é a diferença.


  • Toni Sando

    Toni Sando

    Presidente Executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau

*Presidente Executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau, Toni Sando tem em seu currículo graduação em Administração de Empresas pela Universidade São Judas Tadeu (USJT), cursou pós-graduação em marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), e tem MBA em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Seu histórico profissional inclui destacadas atuações nas áreas de operações, marketing, produtos e negócios no mercado financeiro (bancos Noroeste, Nacional e Unibanco). Durante sete anos dedicou-se à área de marketing da Accor Hotels na América do Sul.

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