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Março/2013 - Toni Sando

Eventos Surpreendentes para Destinos Hospitaleiros

Você se deslocaria 20 mil quilômetros para participar de um evento que tem 90 minutos de duração? Os apaixonados corintianos, quando foram ao Japão, sim! Você esperaria 72 horas na fila para participar de um evento? Os fãs da Madonna e do Black Eyed Peas fizeram exatamente isso. Você participaria de um evento com mais de 144 horas de duração acampado em um pavilhão de exposições? A resposta é, novamente, afirmativa, como mostra a turma do Campus Party no Parque Anhembi.

As pessoas fazem isso porque querem fazer parte da história. É o que chamamos de Eventos Espetáculo, ou seja, "eu vou para dizer que eu fui". Nesses casos, as pessoas se deslocam, pouco importando a distância, com um objetivo único.

Outros tipos de evento são os Eventos Experiência, que envolvem incentivos. Dirigir uma Ferrari; passear de balão a gás; um jantar no edifício mais alto do mundo; entrar em um box de Fórmula 1; assistir a um jogo de futebol com o seu filho no camarote do seu time ou, quem sabe, até mesmo uma viagem interespacial. Esses dois tipos de evento possuem algo em comum: são surpreendentes. Geram aquela sensação indescritível, mas bem simbolizada pela interjeição "uau!".

Em contraposição, temos outros dois tipos de eventos. Os Eventos Conteúdo, como congressos, seminários, convenções e fóruns e, por fim, os Eventos de Negócios, representados por feiras, salões, exposições e lançamentos. Mas, será que esses eventos são, em geral, surpreendentes? Ficar na fila para pegar um crachá? Assistir a uma palestra com um orador lendo o seu Power Point? Tumulto no Coffee Break? Ver os seus colegas lendo algo nos seus smartphones ao invés de prestar atenção no orador? Eventos assim são comuns. Não há nenhuma surpresa.

Atualmente, o mercado de eventos tem cada vez menos pessoas, menos budget e menos tempo para deslocamento. Estamos no tempo da customização, dos eventos sob medida e, para isso, precisamos usar a criatividade com conceitos de sustentabilidade, por meio de uma gestão inteligente de processos e recursos.

Estamos na era digital, em que tudo cabe na palma da mão, com um IPad. Será que, por isso, os eventos presenciais vão acabar? Obviamente não! Estamos no início de uma nova era e, com a quantidade de informações disponíveis no mundo virtual, precisamos mais do que nunca do contato humano. O virtual apenas potencializa esse contato. Os aplicativos facilitam a localização entre as pessoas, melhoram o conteúdo das palestras e incrementam a interatividade com o palestrante. Eventos como o TED Talks, que envolvem empreendedores, cientistas, intelectuais e pessoas da área de tecnologia, em palestras de no máximo 18 minutos, sempre tratando de temas globais de maneira leve, parecem ser o paradigma do futuro.

Quando pensamos sobre onde realizar um evento, temos os Destinos Encantadores, com visual paradisíaco, e temos os Destinos com Alma. Para definirmos um destino para dado evento, temos de analisar a proposta do evento, para que o participante possa sair com a sensação de "uau!". Em um Evento Espetáculo, o evento é, por si só, maior que o destino. No Evento Experiência, o destino é o evento. Já no caso dos Eventos de Conteúdo e Negócios existe a exigência de um perfeito equilíbrio.

Onde realizá-los? Em um Destino Encantador ou em um Destino com Alma? Que tal em um Destino Hospitaleiro? Este é aquele lugar em que o visitante aplica todos os verbos: chegar; movimentar; dormir; comer; visitar; comprar...

São Paulo é um Destino Hospitaleiro. Para que o nosso destino possa ser mais hospitaleiro, ele precisa de ações de integração, promoção e capacitação. O papel do profissional de eventos, em parceria com os Convention Bureau (CVBx) em todo o Brasil, é definir locais onde encontrar o ponto de equilíbrio entre o evento e o destino, além de coordenar ações integradas de hospitalidade. Isso faz com que os eventos sejam surpreendentes e que o destino seja hospitaleiro.

Para isso, o organizador não pode ter surpresas durante o processo, desde a chegada até o retorno do visitante. Ele deve ter atenção aos mínimos detalhes, possuir uma arquitetura de logística bem organizada e saber criar o clima para o evento em questão. Seu agendamento deve ser ágil e eficiente, para estimular os encontros. Ainda deve cultivar uma equipe apaixonada e, como um bom tempero a todas essas necessidades, ter muito bom senso.

Todo evento precisa estar em harmonia com o destino. Nem todo destino é encantador, mas todo destino pode ser hospitaleiro. Nem todo destino tem alma, mas todo evento deve ter. Surpreender é preciso!


  • Toni Sando

    Toni Sando

    Presidente Executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau

*Presidente Executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau, Toni Sando tem em seu currículo graduação em Administração de Empresas pela Universidade São Judas Tadeu (USJT), cursou pós-graduação em marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), e tem MBA em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Seu histórico profissional inclui destacadas atuações nas áreas de operações, marketing, produtos e negócios no mercado financeiro (bancos Noroeste, Nacional e Unibanco). Durante sete anos dedicou-se à área de marketing da Accor Hotels na América do Sul.

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