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Março/2017 - Toni Sando

Chega de perder oportunidades

Ao começar uma palestra, costumo trazer uma célebre frase de Roberto Campos: “O Brasil não perde a oportunidade de perder oportunidades”. Ainda que pessimista, a citação sempre traz pontos importantes para o debate de diversas posturas do País nos mais variados setores e segmentos.

E São Paulo é um “Estado-País”. Sua riqueza produzida somou mais de R$1,89 trilhão em 2015, com 20% do total de habitantes do Brasil e um território do tamanho do Reino Unido.

São Paulo conta com o maior polo aeroespacial da América Latina. É o maior produtor mundial de Laranja e Cana-de-Açúcar. 15º maior produtor de veículos do mundo. É o maior polo de tecnologia da informação e comunicação nacional. O Estado de São Paulo abriga o maior mercado consumidor do País, com 27% do potencial de consumo (Fonte: Investe São Paulo).

E, por fim, São Paulo é o principal destino de turismo de negócios do Brasil.

A capital é a única da América do Sul a receber um Grande Prêmio de Fórmula 1, sem contar eventos reconhecidos mundialmente, como São Paulo Fashion Week, bienais de Arte, do Livro, além do Salão do Automóvel, o réveillon da Avenida Paulista e a Parada do Orgulho LGBT. O impacto econômico das Feiras de Negócios na cidade é de R$16,3 bilhões ao ano, sendo que, das principais grandes feiras do Brasil, 415 ocorrem no estado de São Paulo e 392 na cidade de São Paulo.

Em outras palavras, o turismo de negócios e eventos é essencial na economia do destino. É gerador de emprego e renda. Especialmente em um momento como este, em que existe uma São Paulo inteira de desempregados no Brasil.

Turismo de negócios e eventos é um setor em que a iniciativa privada, ainda que em constante diálogo e parceria com o poder público, é protagonista. Afinal, o dinheiro público deve ser voltado ao interesse público, como saúde, educação, transporte, acessibilidade, emprego... No que diz ao turismo, o poder público tem a missão de viabilizar a sustentabilidade da economia, por meio de medidas e leis, trabalhar para que se desburocratize os processos para um melhor desenvolvimento do setor, e direcionar recursos para melhorias e manutenção de atrativos e serviços.

No modelo nacional de Convention & Visitors Bureau, não há recebimento de dinheiro público, garantindo autonomia e independência às entidades. Entretanto, dinheiro não dá em árvore. Vivencia-se hoje uma constante falta de sensibilização com o trabalho de uma entidade mercadológica, que existe puramente para gerar negócios à cidade e aos seus associados.

Mês a mês, a arrecadação do Room Tax, contribuição facultativa paga por hóspedes por diária nos hotéis associados, precisa ser estimulada.

Ainda assim, é preciso manter o foco no que a entidade faz de melhor: captar eventos. Com os eventos captados em 2016 somados aos já confirmados até 2020, são estimados que, apenas com hospedagem, mais de R$ 151 milhões sejam movimentados na cidade. E esse é um número preliminar. Entre os eventos captados para 2017, estão a Conferência Nacional da Advocacia Brasileira e o Congresso Mundial de Química, que juntos esperam receber 45 mil participantes.

O SPCVB reuniu no seu novo Conselho de Administração, recém empossado, profissionais chaves que, em seus negócios, já lideram a mudança e o caminho rumo ao desenvolvimento do setor e do destino. E daremos continuidade a todas as conquistas geradas nas gestões anteriores, das quais a entidade tem muito orgulho e respeito.

Relevância, assertividade e representatividade. Esses serão os pilares para o caminho da renovação e da colocação de São Paulo no lugar em que merece, com destaque mundial no setor de turismo, eventos e viagens.

E espero começar os eventos com uma nova frase: “O Brasil é o país das oportunidades”.


  • Toni Sando

    Toni Sando

    Presidente Executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau

*Presidente Executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau, Toni Sando tem em seu currículo graduação em Administração de Empresas pela Universidade São Judas Tadeu (USJT), cursou pós-graduação em marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), e tem MBA em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Seu histórico profissional inclui destacadas atuações nas áreas de operações, marketing, produtos e negócios no mercado financeiro (bancos Noroeste, Nacional e Unibanco). Durante sete anos dedicou-se à área de marketing da Accor Hotels na América do Sul.

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